Muitos devem se perguntar a diferença
entre gostar de algo e ser viciado naquilo. Com o conhecimento que tenho até
então sobre o assunto, tentarei fazer uma lista exemplificando-o.
Primeiro explicarei a definição de cada.
Gostar: Gostar é o ato de
considerar alguma coisa, é achar algo aprazível. Gostar é sentir prazer ou
agradar-se com algo. É ter uma predileção por alguma coisa, é ter um hábito que
lhe agrada.
Vício: Dependência física ou
psicológica que faz alguém buscar o consumo excessivo de uma substância; Mania;
costume de fazer sempre a mesma coisa.
Uns bebem socialmente, outros
bebem diariamente se tornando viciados naquilo. E não, não estou de implicância
para cima de bebida, até porque bebo em eventos anuais, com a família, amigos
etc. Foi apenas um exemplo popular.
Ultimamente venho convivendo com
um tipo de vício peculiar, o vício em skate. “Tem um parque aqui perto, muito
bonito, vamos lá? Tem uma pista de skate ao lado”, “Já foi no mangabeiras? Lá tem
uma pista de skate”, “Vamos visitar minha avó? Tem uma pista de skate lá
perto”. Já me deparei com situações em que uma blusa de 30 reais em algumas
lojas estava sendo vendida por 100 em uma loja de skate e logo se tornou mais
interessante. O mais peculiar é que pessoas que tem vício em bebidas, drogas,
videogame, compras ou até no skate, raríssimas vezes reconhecem que tem um
problema. Não, não estou dizendo que gostar de skate, de videogame seja um
problema. Mas quando chega em um ponto que seu cérebro só funciona para isso é
onde se inicia o problema.
Quando iniciamos uma vida a dois,
queremos mostrar para o(a) parceiro (a) nossos gostos, inclui-lo (a) em nossos
programas, amizades e daí em diante. E isso dá um toque gostoso e interessante
ao início de namoro. Mas devemos tomar o cuidado para não colocar nossos gostos
e interesses acima dos do nosso parceiro(a). Já me deparei com a situação de
ser interrompida no meio de um assunto para ouvir sobre uma loja de skate, para
me mostrar um vídeo de skate, uma blusa, um trailer de um filme sobre skate ou
simplesmente parar de me ouvir para prestar atenção em um cara fazendo uma
manobra na rua.
Eu sou apaixonada com Psicologia,
quem lê meu blog ou até convive comigo sabe disso. Falo sobre o assunto,
explico o que sei sobre o assunto, sobre Filosofia, que é outra paixão, sobre
videogame, mas nada em excesso. Vamos falar de skate? Vamos, sobre geografia?
Vamos, sobre amor? Vamos. Ser mente aberta é isso, é ter a liberdade e o
conhecimento para falar sobre tudo e até aprender sobre tudo um pouco não
sobrepondo o interesse do outro.
Não estou aqui para julgar o gosto de
ninguém, só deixo um conselho: tudo em excesso se tornar um problema.