segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Solitária.

"Quando você ler esse bilhete já estarei na rodoviária, quem sabe até na auto estrada. Viajei pra uma cidade chamada Solitária. 
Cansei de ser joguete, cacete, cansei de ser tão maltratada"

Acho que essa música belíssima da "Banda mais bonita da cidade" é uma boa introdução. 


Eu venho dando o melhor de mim, e isto tem aumentado a cada ano. Cobranças internas, externas, metas de realização, de tratamento comigo e com os outros. Já tentou se colocar no meu lugar?

Sempre está ruim para você, para os outros. A famosa madre Teresa de Calcutá, sempre fazendo o bem. Será? Não sou perfeita, mas também não sou ruim. Eu mereço mesmo o que tu faz comigo?

A maioria de nossas conversas são espelhos vindo de você: "Você está me julgando?" "Você é ciumenta" "Você está me humilhando" "Você está me cobrando" "Você está tentando me controlar" "Você zomba de mim" o que tu faz afinal? Por que está constantemente me julgando ou julgando aos outros já que é algo que enxerga em mim e considera ruim? Por que me controla? Por que me põe pra baixo? Por que rebaixa tudo que gosto? Esses defeitos são mesmos meus ou somente meus? 


O seu machismo que você nega muitas vezes te cega, te dando uma visão de que somente você é racional e enxerga tudo com clareza.

"Não foi bem assim, ela tem uma visão conturbada das coisas" "Você perde o controle" "Mulheres são difíceis" Esta generalização não combina com a inteligência que tenta passar. Eu sou mesmo como todas? 
Você costuma dizer que sou diferente, mais madura, mais racional, mais mais mais mais...Mas só quando você está sendo beneficiado ou feliz consigo, caso contrário, eu sou sempre ruim (mesmo você insistindo que eu quem te coloco nesta posição) 
Você se prioriza e isto é ótimo, mas poderia pelo menos fingir que se importa com as minhas necessidades e pedidos? 

Dizem que não há uma definição de amor, mas eis uma que consigo dar: Amar é querer o outro bem, e quando você for o motivo deste mal, se importar com o sentimento do outro. É querer conhecer o mundo do outro, suas crenças, paixões, gostos, não somente os seus. É querer tá perto, mesmo que não seja no sentido de presença. É dar atenção. É entender o lado do outro, como por exemplo a interpretação que ele pode ter dado ao que disse ou ao que ele sentiu quando disse ou fez algo. Não é frescura, não é drama, não é afronta. É respeitar, mesmo que outro cara esteja ali te pressionando a querer afirmar uma masculinidade frágil que precisa de atitudes babacas. É enxergar além do palmo do seu nariz. É ouvir, aceitar uma segunda opinião. 


Eu poderia gastar o dia todo escrevendo o que penso sobre o amor, que ainda teria o mesmo resultado: solidão.

Por que solidão? o amor romântico, o amor que se doa, não existe mais. Aquele amor que durava 50 anos. E quando dou este exemplo não me refiro a amores que só duravam tal tempo porque a mulher tinha medo, estava infeliz etc, como em séculos antigos. Me refiro a amores felizes, do qual vocês estavam ali porque eram loucos um com o outro, e nem o tempo, nem ninguém foi capaz de acabar com isso.
Soa até inocente querer algo assim no mundo de hoje. E soa também como se amor fosse tudo, e não é. Amor não é nada se não acompanhado de respeito e dedicação. Pra mim esse triângulo é perfeito. Triângulo, essa palavra me remete a algo sobre mim que não foi fácil para você, quem dirá para mim. "Half of my heart" do John Mayer define tão bem esta história. 

O amor romântico está mesmo longe. Atualmente tampamos buracos com pessoas ou coisas. E dependendo do buraco, do vazio, nos entregamos verdadeiramente a este outrem e dificilmente largamos. Sei bem como é, acreditem. 


Eu não sou perfeita, como muitas vezes você me define, mas eu me dedico verdadeiramente, e não quero menos do que eu proporciono. 


Vamos somar? Vamos por na prática tudo aquilo que me sempre me dissestes? Não? Então SOME ! 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cada um com a sua carga

Vivemos em uma sociedade em que ao mesmo tempo que falam de mim para você, falam de você pra mim, do A pro B, do B pro C, do C pro A, e no fim estão todos sorrindo.
Quem nunca comentou algo daquela pessoa que não simpatiza muito? Ou que ouviu algo sobre o outro e permaneceu calada ou riu? Isso é normal do ser humano. E quem não passou por isso, que atire a primeira pedra. Pois é, não vi nenhuma pedra voando.
Eu não posso dizer por todos, mas eu sou um ser pensante e aberto a críticas, desde que, elas tenham o intuito de acrescentar e que seja observada por si. Pois, diariamente, pessoa A fala algo do outro para a pessoa B, e isso é visto como verdade. A realidade do outro passa a ser a sua, a pessoa C que foi citada se torna alguém indigno de mudança, que não possui qualidades. Todos temos dias bons e ruins, e isso muda a maneira que cada um enxerga o outro ou age com o outro. Enxergue com seus olhos, fale por você, sempre com o pensamento de que ao apontar um dedo para o outro, três são apontados para você.
O mundo precisa de mais amor, e todos somos dignos de sermos amados. Se alguém faz você não se sentir assim, está na hora de rever suas amizades.
E se alguém fizer você se sentir culpado por tudo que é causado a você, já que isso veio da maioria, pense o seguinte: você não é isento de culpa, reflita e pense qual a sua carga nisso tudo. Mas NUNCA, carregue a carga toda sozinha. Você não merece.
Somos responsáveis por nossas cargas, lide com elas, a dos outros, cabe a eles.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Se doe a menos que doa

Uma mulher no decorrer da vida dá inúmeras chances a vida, a si, ao amor, as amizades. E a cada chance dada, é como se um pedaço nos fosse rancado. Confiar de novo, escutar de novo, se doar de novo e acima de tudo, passar por cima de toda a dor causada pelo outro e começar do 0 com o mesmo. Há dois tipos de mulheres, e me encaixo no primeiro. Há mulheres que tentam ao máximo evitar que o outro passe por aquilo que passarem, ou que tenha o maior apoio possível, que na maioria das vezes, não tiveram. E ha as mulheres que só pensam em si, doa a quem doer. Aquelas que usam o doa no sentido da dor, não no de se doar. Tudo tem seu começo e fim, inclusive o arco íris. Nossos pedaços também. E quando não há mais pedaços para se doar e se recomeçar, só resta se tornar o segundo tipo mulher.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Eu realmente desejei você aqui

Eu achei, de verdade, que você engoliria o orgulho e viria aqui. Que esqueceria tudo e nos daria um aniversário descente. Que refletiria sobre tudo comigo, ouviria o que tenho a dizer. Coisas de casais sabe? "Sempre que você errar ou eu errar eu irei atras de você"  isso só acontece em séries, não é mesmo?
A verdade é que o maior desperdício da vida é esperar muito de quem é tão pouco, prefere viver no seu mundinho controlado e medíocre, rodeado de pessoas que pouco acrescentam.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Na falta de inspiração, regredi.

"Já pensei em você por um dia todo. No seu sorriso, no seu cabelo, na sua voz, na sua risada. E por fim, no seu corpo. E não me refiro ao sentido vulgar, e sim em como ele se encaixa perfeitamente em você, seja mais cheinho ou magricelo. Já pensei em te comprar um skate, um abajur, um coração. Já pensei em me vender para você, em me insinuar, me esforçar mais e verdadeiramente. Já pensei em te questionar, me humilhar, lhe agradar, em recitar poemas, tocar caetano, escrever um livro."


Encontrei isso em algumas anotações de 2012/2013. Caso tenham curiosidade sobre minha letra:

sábado, 21 de janeiro de 2017

A verdade por trás das palavras

   Sabe quando se discursa "A beleza não importa e sim o caráter" hmmmm, depende viu.
Não vamos dizer que a beleza não importa, um corpo bonito, um sorriso. Isso são detalhes BEM importantes, ainda mais se tratando de um primeiro contato. É como dizem "A beleza importa nos primeiros minutos, depois precisa ter mais algo a oferecer". Essa afirmação é bem sóbria. E quando esse "algo a oferecer" não vem? E você espera, e espera, e conversa, e espera, e dá chance, e espera, e conversa de novo, e...Pois é né?
Já leram postagens do tipo "Eu te amo pode ser dito de diversas formas: leva o casaco, pensei em você, está linda". Já pararam pra realmente refletir e aplicar isso em suas vidas? Eu te amo anda tão banal. Cada dia mais se busca a perfeição, e ao sentir que não consegue alcança-la, deixamos de fazer coisas simples, como na frase acima. É um cantar pra namorada ou com os amigos, acompanhar uma série com a pessoa amada. Coisas que deixamos de fazer por não sermos dos mais afinados ou por não gostar de um mínimo detalhe na tal série. É uma atenção a mais, um cuidado maior para se opinar sobre algo ou aceitar determinada opinião.
   É, agora que parei pra pensar, a beleza realmente não importa, perante ao esforço para se estar ao lado de alguém.
 

E você, se esforçou hoje?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Eu não sei me relacionar

    Sabe quando você tem aquele sentimento de não saber o que está fazendo da vida? De não ter aquele encanto? aquela expectativa de anos e anos ao lado de alguém? De sentir que está fazendo algo de errado? A vida a dois é tão complicada. Como sabem, eu namoro a cerca de 9 meses, e não, não estamos em crise, estamos bem. É algo entre eu e eu mesma sabe? Sentir que falta algo da minha parte, que a relação das outras pessoas é diferente, melhor, talvez. Eu preciso me esforçar mais? Preciso me expressar mais? ser mais amável? confiar mais no meu potencial, talvez. Por que tudo tem que ser tão simples e ao mesmo tempo tão difícil? Ceder, abrir mão, ciumes, convivência, futuro juntos. Eu não sei lidar com nada disso. Eu preciso aprender? Eu devo? Eu posso?
   Parece tão fácil na televisão, em filmes. As pessoas se sacrificam tanto, se doam tanto. É mesmo assim? eu não vejo isso, eu não sinto isso. Será que preciso amadurecer? Trabalhar minhas experiências negativas da infância, como a Psicanalista falou? Tudo parece tão confuso.
   E quando penso nas minhas amizades, tenho o mesmo sentimento. Será que espero demais dos outros? Será que sou eu e minha mania de esperar que os outros façam tudo que eu faço por eles?
Na solidão é que me sinto a vontade. Eu, meu computador, meus jogos. Ultimamente não estou sabendo conversar com os outros, não tenho palavras, assunto. Não consigo ser eu mesma, decresço, fico tímida em excesso, travada. O outro é assim tão complicado? Será o medo do novo? O receio de sair de minha área de conforto chamada "eu''?
  Eu preciso aprender a lidar com isso.