quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Call off the search for your soul or put it on hold again



2014, que ano intenso. O ano que mais me fez questionar a humanidade e isso inclui a mim. Quando nos tornamos tão egoístas?  Quando foi que nos esquecemos daquele velho ditado "não faça com os outros o que não quer que façam com você"? Até qual ponto devemos mostrar força e independência? Até quando devemos ter a atitude "faço o que quero" ? Até quando um amigo a mais em redes sociais vai significar mais do que um amigo verdadeiro? Até quando vamos apontar a dor do outro como menor? A outra pessoa como menor? Eu faria isso por você, mas afinal você faria por mim? Devemos esperar dos outros valores que nos foram dados? Devemos questionar quem afinal, o outro ou nós mesmos? Quando é qualidade batemos no peito de orgulho. Quando é defeito projetamos no outro. O outro tem defeitos como todos nós, mas o defeito do outro é sempre maior, o pedido do outro sempre é mais desprezível que o nosso (por mais que sejam pedidos iguais). "Vá trabalhar para ocupar sua mente" "Você pensa demais porque tem tempo demais para pensar". Foram várias das questões que atormentaram a minha mente. Nossa mente não para, nunca. E cabe a nós nesse ano que virá evoluirmos individualmente, independente da opinião do outro.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Destinatário Pendente


Olha, eu não peço que me perdoe. Acho que foquei no seu perdão por muito tempo. Certos erros por mais simples que sejam simplesmente não se apagam. E não me refiro somente aos meus erros, mas também aos seus. Não estou tentando justificar minha indiferença em certo momento, ou até a minha insistência. Muito menos dizer quem errou mais ou menos. Queria apenas que a gente se acertasse. E eu sei que nunca será como antes, inclusive de minha parte. Mas eu queria acabar com essa indiferença, com essas ‘’atravessadas de ruas’’ que a vida vem nos dando. Queria poder ouvir seu nome, sem me sentir mal. Sem ver todo um filme em minha cabeça, um filme frustrante e marcante. Queria que você ouvisse meu nome, sem sentir repulsão, raiva. E eu sei que essa guerra pode não terminar nunca. Sei que não poderei juntar os pedaços do meu coração que foram espalhados por conta de nossa incoerência.  Para mim, o ‘’nós’’ é o que menos me preocupa. Só queria que nos entendêssemos de novo. Boa sorte na vida, você é um cara muito bacana, talvez um dos amigos mais legais que eu tive. Mesmo que por um período curto e cheio de sentimentalismo. Você é divertido, é lindo e muito especial. Sua mãe fala de você com um brilho nos olhos, sabia? E por favor, não deixe esse brilho se apagar. Ele é importante e sincero. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Observação sobre os dias de hoje



Quando foi que começamos a ser meros egoístas? Pensar em si, no sucesso próprio nos faz bem, claro. Agora pensar somente em si, como se não dependesse de ninguém para ser feliz, principalmente se esse alguém pensa tanto no seu bem quanto no próprio, é uma burrice. Não me refiro a amor, ou não a um tipo de amor em específico. Refiro-me a socialização, convivência, afeto. Não estamos bem 24hrs por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Sempre temos um momento de ‘’chuva’’ em nossas vidas. E é nessas horas que precisamos de afeto, carinho, atenção. Ou até um simples abraço. E há aqueles que optam por ficar sozinho, tirar um tempo para pensar. E acho que me incluo nesse grupo. Claro que tenho meus momentos de necessitar de um carinho, entre outros tipos de mimo. Mas quando a chuva vira tempestade, é meio difícil alguém conseguir te apoiar, ou até te ajudar de alguma maneira. E é nessas horas que me lembro de que a melhor opção, para a maioria é ficar sozinho. Não sei dizer o motivo de cada um, mas posso citar o meu: Não envolver ou descontar problemas em ninguém, pois maior que o meu problema, é o meu medo de REALMENTE terminar sozinha.