Neste texto eu pretendo falar na primeira pessoa porque ele é um texto totalmente pessoal.
Eu desde muito pequena demonstrei muito amor e afeto (não isenta de um lado birrento e mal educado) com aqueles que eu selecionava a dedo (sempre muito exigente) para ter em minha vida. Lembro claramente do meu pai dizendo: "Você deve tratar todos iguais. Se você dá um beijo no rosto de um amigo, deve dar no da amiga também" e percebo que isso influenciou demais na minha personalidade como jovem adulto.
Na adolescência eu alternava entre MUITO amorosa e MUITO fria, o que acho ser normal pra fase, mas sempre MUITO intensa.
Eu nunca soube amar pela metade, amar uma só pessoa, mas quem eu escolhia amar eu amava de um jeito totalmente único e intenso, por mais que seja um amor que eu tenha por outras várias pessoas. E falo amor de um jeito totalmente objetivo. Não entra na minha cabeça as pessoas separarem o amor: "Eu amo como amigo" "Amo como irmão" ou então o fato de você ter um relacionamento amoroso com alguém, ama-lo ou ama-la e se não der certo e você sentir que ama outra pessoa, as pessoas duvidarem porque "amor é por uma pessoa só".
Eu sempre fui de amar fácil, independente do tempo de convivência ou do status da pessoa em minha vida. Eu amo muito, amo muitas pessoas. E isso me proporcionou muitos momentos bons/ótimos (acima dos ruins) e eu não me sinto mal por ser assim.
Em uma sociedade tão fria do qual se compete frieza, eu bato no peito e abro meu peito pra vocês, com orgulho. Eu amo, eu amo MUITO.
Eu amo porque é de mim amar. Eu não espero nada em troca (apesar de ser comum se esperar dos outros um retorno, reciprocidade).
E apesar de amar muito, pouco falo sobre amar. Acho que falar sobre o amor, falar um "eu te amo" é vago e difícil, pelo menos para mim.
Mas se eu estou do seu lado, principalmente nos momentos ruins, se eu te falo dos meus problemas, se busco você nos momentos bons para estar ao meu lado, se eu me exponho para você de alguma maneira está ai sua resposta. Eu te amo.