Neste texto eu pretendo falar na primeira pessoa porque ele é um texto totalmente pessoal.
Eu desde muito pequena demonstrei muito amor e afeto (não isenta de um lado birrento e mal educado) com aqueles que eu selecionava a dedo (sempre muito exigente) para ter em minha vida. Lembro claramente do meu pai dizendo: "Você deve tratar todos iguais. Se você dá um beijo no rosto de um amigo, deve dar no da amiga também" e percebo que isso influenciou demais na minha personalidade como jovem adulto.
Na adolescência eu alternava entre MUITO amorosa e MUITO fria, o que acho ser normal pra fase, mas sempre MUITO intensa.
Eu nunca soube amar pela metade, amar uma só pessoa, mas quem eu escolhia amar eu amava de um jeito totalmente único e intenso, por mais que seja um amor que eu tenha por outras várias pessoas. E falo amor de um jeito totalmente objetivo. Não entra na minha cabeça as pessoas separarem o amor: "Eu amo como amigo" "Amo como irmão" ou então o fato de você ter um relacionamento amoroso com alguém, ama-lo ou ama-la e se não der certo e você sentir que ama outra pessoa, as pessoas duvidarem porque "amor é por uma pessoa só".
Eu sempre fui de amar fácil, independente do tempo de convivência ou do status da pessoa em minha vida. Eu amo muito, amo muitas pessoas. E isso me proporcionou muitos momentos bons/ótimos (acima dos ruins) e eu não me sinto mal por ser assim.
Em uma sociedade tão fria do qual se compete frieza, eu bato no peito e abro meu peito pra vocês, com orgulho. Eu amo, eu amo MUITO.
Eu amo porque é de mim amar. Eu não espero nada em troca (apesar de ser comum se esperar dos outros um retorno, reciprocidade).
E apesar de amar muito, pouco falo sobre amar. Acho que falar sobre o amor, falar um "eu te amo" é vago e difícil, pelo menos para mim.
Mas se eu estou do seu lado, principalmente nos momentos ruins, se eu te falo dos meus problemas, se busco você nos momentos bons para estar ao meu lado, se eu me exponho para você de alguma maneira está ai sua resposta. Eu te amo.
quinta-feira, 19 de julho de 2018
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Mas só.
Eu sempre mantive um estilo de vida, uma certa filosofia que eu mesma criei. Eu sempre valorizei muito ser verdadeira com as pessoas, e digo isso no sentido literal, no sentido de não mentir nunca. Eu sempre, antes de tomar qualquer atitude pensei: minha mãe se orgulharia disso? Eu contaria aos meus filhos?
Sempre fui muito fixa, tanto em objetivos quanto em pessoas. Eu sempre insisti em algo ou alguém até que eu sinta que realmente não quero ou não posso, caso contrário eu não me desprenderia de verdade sabe?
Sempre fui muito amorosa com as pessoas independente do relacionamento que tenho com elas, mas sabendo que em algumas vezes essas pessoas não estariam na mesma sintonia e que é hora de ir.
Sempre fui uma pessoa de paixões, ideias, pouco voltada a desejos ou fugindo ao máximo deles.
Boa amiga, atenciosa, protetora, preocupada, carinhosa, disponível, mas....Tem sempre o mas, não é mesmo? Nunca boa o suficiente, ou não vista como "alguém" apenas ouvindo sobre seus "alguém" Mas só. E sempre será assim. "Eu sempre insisti em algo ou alguém até que eu sinta que realmente não quero ou não posso" Essa reflexão uma hora chegaria, mas eu sempre pensei que seriamos mais, não "mas".
"Sai, corre logo. Afasta-te das ventanias cruéis que ameaçam revirar-te a vida e os sonhos pelo avesso [...] Foge das tempestades. Das estradas sem rumo. Das folhas ressequidas, espalhadas em terrenos áridos e desconexos. Teus dias pinta-os com aquarelas leves e doces, mescladas a tons pastel.As horas não devem ser transformadas inexoravelmente em cinzas, quem te disse? Embora saibamos que se trata de horas mortas, inertes em relógios de parede enferrujados pelo cansaço. Relógios, cujos ponteiros foram derretidos pelos vastos incêndios que se apossaram silentes da tua alma atônita. Sai! Despede-te rapidamente das águas turvas, habitadas apenas por sinuosas enguias. Não enxergas peixes dourados, nem vermelhos? O lodo não te serve, então. Tampouco a escuridão de um dia sem sóis nem estrelas. As árvores morreram alguns tocos ainda repousam no jardim abandonado. Raízes secas gemem por água. Mas o jardineiro se foi, levando junto com as despedidas os antigos cuidados dispensados ao verde que aí vicejava [...] Um sentimento que parece ter escorrido pelas vielas de tempos imorredouros. Olha e te surpreende. Pois há linhas de seda para tricotar novas promessas de amores leves, já nascidos com asas. Amores azuis que flertam com a presença suprema da liberdade. Se porventura entrares num bar escuro e sujo e perceberes que os frequentadores flertam somente com o álcool mantendo o rosto duro, impassível e macilento. Os olhos de pedra fosca cravados no fundo do copo, no qual mágoas flutuam sobre escassas pedras de gelo, não te aproximes. Abandona o recinto. Pois aí não há amor. Somente amarguras e nostalgias graves e empoeiradas [..] O bom sexo demanda uivos gloriosos, saudáveis e selvagens desatinos. Assim, aguarda paciente pela entrega plena e desarmada. Ela virá sem avisos prévios e te surpreenderá com danças e valsas. Recusa de imediato o namoro insípido, porque não há sal que dê jeito em afetos falidos [...] A maldade ronda a vizinhança, se intromete em eclipses, passeia com os pés descalços em imensos desertos brancos. Mas lá tu não irás, temos certeza, pois falta amor — teu coração já anunciou. Além disso, felizmente também contas com os afáveis sussurros da natureza, que entremeiam tuas histórias e caminhos, sempre rodeados de ideais e de esperanças" (TAGUTI, G. 2018)
"Onde não puderes amar não te demores"
quinta-feira, 15 de março de 2018
Atitudes atuais que me magoam.
As pessoas não sabem mais sentar e conversar, marcar de jogar algo na casa de um amigo. Parece que tudo gira em torno da dependência psicológica e física de bebidas e drogas. Quando se fala em dependência física, todos imaginam um dependente que precisa ser internado e que sai cambaleando por ai, mas não se resume a isso, isso é apenas um estágio mais avançado. Quando falo em dependência quero que pensem naquele sujeito que NECESSITA que tenha álcool e droga naquele ambiente, caso contrário não compensa ir. Ou aquele sujeito que acha proveitoso sair para ficar "louco" e nem se lembrar do passeio. ONDE ISSO É VIDA? As pessoas sentam já ansiando por drogas, pagam o preço solicitado (o que pode variar de 6 a 15 reais num copo de cerveja dependendo do local), agem de maneira estupida, vomitam em si, são inconvenientes e chatos com todo mundo e sequer pensam a respeito disso.
Eu tive pequenas experiências com bebida em minha vida, 1, 2, no máximo 4 copos. E uma experiência com passar mal, que foi recente, experiência aliás que poderia ser evitada se não tivessem me passado informação errada (me falaram que era refrigerante na jarra, mas era bebida, então misturei uma bebida com outra), bastaram dois copos para me derrubar e me proporcionar a pior experiência da minha vida. O que teve um lado positivo, já que senti na pele a opinião que sempre tive e pude reforçar que não vale a pena MESMO.
Para ser bem sincera quando lhe faço um convite e você me responde automaticamente com: Eu vou beber viu, eu vou ficar bêbado. Ou se me pergunta automaticamente: Lá tem bebida?
Eu penso seriamente em desconvidar. Isso me soa rude, soa como se estivesse indo só por isso e para isso.
A alguns dias ouvi que se eu organizar o meu casamento sem bebidas (pretendo), ninguém vai. Olha a que ponto chegamos? E isso só me reforçou que meu casamento terá poucas presenças (se seguir essa linha) porém presenças verdadeiras.
Eu digo com orgulho: sou careta sim. Tive experiências na minha vida para poder formar opinião sobre isso, não sou presa a nada, se cismo tomo um copo, se não tomo água, suco, refrigerante. Eu vou pela companhia, e não me prendo a ficar "louca"
O que é diversão para você? O que é um passeio proveitoso? Você sequer se lembra como foi esse passeio? O que te falta que preenche com vícios?
Eu tive pequenas experiências com bebida em minha vida, 1, 2, no máximo 4 copos. E uma experiência com passar mal, que foi recente, experiência aliás que poderia ser evitada se não tivessem me passado informação errada (me falaram que era refrigerante na jarra, mas era bebida, então misturei uma bebida com outra), bastaram dois copos para me derrubar e me proporcionar a pior experiência da minha vida. O que teve um lado positivo, já que senti na pele a opinião que sempre tive e pude reforçar que não vale a pena MESMO.
Para ser bem sincera quando lhe faço um convite e você me responde automaticamente com: Eu vou beber viu, eu vou ficar bêbado. Ou se me pergunta automaticamente: Lá tem bebida?
Eu penso seriamente em desconvidar. Isso me soa rude, soa como se estivesse indo só por isso e para isso.
A alguns dias ouvi que se eu organizar o meu casamento sem bebidas (pretendo), ninguém vai. Olha a que ponto chegamos? E isso só me reforçou que meu casamento terá poucas presenças (se seguir essa linha) porém presenças verdadeiras.
Eu digo com orgulho: sou careta sim. Tive experiências na minha vida para poder formar opinião sobre isso, não sou presa a nada, se cismo tomo um copo, se não tomo água, suco, refrigerante. Eu vou pela companhia, e não me prendo a ficar "louca"
O que é diversão para você? O que é um passeio proveitoso? Você sequer se lembra como foi esse passeio? O que te falta que preenche com vícios?
sexta-feira, 9 de março de 2018
O machismo e a cultuação da pornografia
Vivemos num mundo, e principalmente num século de vaidade. Mulheres de 20, 30, 40, 50 e poucos anos fazendo plásticas, puxa isso, reduz aquilo, tudo em nome da beleza. Só é bela aquela que é notada, que tem o corpo magro e esbelto, que arranca olhares e elogios (em sua maioria sujos) mas que ainda sim reforçam a mulher bonita que somos. E tudo isso é reforçado em pornografias com mulheres belas, que "topam tudo", não tem frescura, e que se preocupam unicamente em agradar o parceiro. Diariamente vemos BILHÕES de acessos em sites como xvideos, redtube (os mais conhecidos), o que não para por ai, este conteúdo se encontra também m grupos de whatsapp, páginas do twitter, grupos no facebook, tudo girando em torno da beleza feminina e do bel prazer masculino. Atrizes famosas, aquela garota que você está saindo, sua namorada, não importa, o foco é compartilhar o que se considera belo, independe se há ou não a autorização do outro que se mostrou a você. Recebeu tem que falar a respeito viu? "Gostosa hein?" "Gostei demais" caso contrário você é o famoso "gay", bobo, camisolão. E se tiver namorada então? "Tá usando coleira?" "Tá morto?" "Namorada não deixa fazer nada" Ter esse conteúdo no celular, acessar a sites, seguir páginas é o passo número 1 do homem viril do século XXI e de diversos séculos, a diferença se dá apenas no fácil acesso a sites, abrindo mão de dvd's.
"Nossa Karen, o que há de mal em assistir ou compartilhar, é o trabalho delas (das atrizes). Se são os sites mais acessados, é porque as pessoas gostam" Sim as pessoas gostam, homens, mulheres. Meu objetivo aqui não é criticar quem os acessa. O problema se encontra a partir do momento em que você se encontra em grupos de whatsapp, ou reforça a atitude daquele seu amigo que expõe as "peguetes" para poder se afirmar e ser aceito. Muitas vezes você sequer assistiu ou baixou, mas PRECISA dizer que é bonita, gostosa, porque é isso que um homem deve fazer. Será mesmo? Esta postura de acéfalo realmente lhe cabe, tudo em prol de agradar outros acéfalos?
E sua parceira, o que ela acha disso? O que ela acha realmente não lhe importa, porque são seus amigos e você precisa ter atitudes desrespeitosas para manter essas amizades? E o contrário, segue essa lógica também? "Ah, mas mulher não assiste ou envia esse conteúdo, quem dirá expor um cara que ela fica ou namora" SERÁ MESMO?
Há pessoas que cultuam essa exposição em todos os lugares, independente de gênero. E se fosse com você? Pense nisso.
Falando de homens com homens, segue algumas respostas de conhecidos a respeito do assunto:
Até onde você é você mesmo e onde entra o machismo nas suas atitudes? Você precisa mesmo reforçar essa virilidade?
Desde já agradeço aos que participaram e responderam o questionário. A critério meu não quis expor os participantes.
"Nossa Karen, o que há de mal em assistir ou compartilhar, é o trabalho delas (das atrizes). Se são os sites mais acessados, é porque as pessoas gostam" Sim as pessoas gostam, homens, mulheres. Meu objetivo aqui não é criticar quem os acessa. O problema se encontra a partir do momento em que você se encontra em grupos de whatsapp, ou reforça a atitude daquele seu amigo que expõe as "peguetes" para poder se afirmar e ser aceito. Muitas vezes você sequer assistiu ou baixou, mas PRECISA dizer que é bonita, gostosa, porque é isso que um homem deve fazer. Será mesmo? Esta postura de acéfalo realmente lhe cabe, tudo em prol de agradar outros acéfalos?
E sua parceira, o que ela acha disso? O que ela acha realmente não lhe importa, porque são seus amigos e você precisa ter atitudes desrespeitosas para manter essas amizades? E o contrário, segue essa lógica também? "Ah, mas mulher não assiste ou envia esse conteúdo, quem dirá expor um cara que ela fica ou namora" SERÁ MESMO?
Há pessoas que cultuam essa exposição em todos os lugares, independente de gênero. E se fosse com você? Pense nisso.
Falando de homens com homens, segue algumas respostas de conhecidos a respeito do assunto:
Até onde você é você mesmo e onde entra o machismo nas suas atitudes? Você precisa mesmo reforçar essa virilidade?
Desde já agradeço aos que participaram e responderam o questionário. A critério meu não quis expor os participantes.
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