terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Eu não gosto de homens românticos

Eu não quero alguém que me abrace o tempo, que beije minha testa a todo momento, que me faça sentir presa. Não quero alguém que diga o quanto sou mais bonita que sua ex, sua vizinha, sua amiga. Quero alguém que saiba que existem muitas outras mulheres mais bonitas do que eu mas que ainda sim me ache linda como sou (não falo isso me diminuindo, mas acho que todas tem seus pontos fortes). Não quero alguém que veja uma mulher na televisão ou na rua e finja que não viu, que não a notou. Quero que a note e ainda sim se lembre do porquê ter escolhido a mim. Não quero alguém que diga que me ama a cada minuto ou que poste “n” fotos comigo dizendo o quanto me ama. Quero alguém que mesmo não dizendo me faça sentir amada sempre. Não quero alguém que me acompanhe em todos os lugares. Gosto da minha liberdade, de poder sair com meus amigos, minha família sem me sentir na obrigação de leva-lo a todos os lugares. Não quero alguém que fale de mim o dia todo para a família, amigos. Não gosto dessa exposição. Só de você me notar e se importar comigo, já me fará feliz.
Eu não sou uma pessoa romântica e acho que estar ao lado de alguém nas horas boas e ruins é uma das mais sinceras provas de amor.
                          "I just wanna be yours"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A flor e o humano

Essa é a história de Madalena. Madalena era uma flor, como tantas outras no jardim de Roberto. Roberto era um humano cultivador de flores. Um humano sensível, de olhos azuis e cabelos loiros. Em uma das caminhadas de Roberto, notou que Madalena era uma flor diferente das outras. Não fisicamente mas em sua essência. Roberto então começou a visita-la todos os dias. Regava folha por folha, assoprava de leve Madalena, o que a fazia rir de cocegas. Roberto então resolveu chamar seus amigos para conhecerem Madalena. Dois homens de aparência gentil. Observaram Madalena folha por folha. Ao saírem de perto de Madalena, indo em direção a porta, disseram a Roberto: - Aquela flor tem muitos espinhos, não acha?!. Roberto então se questionou. Ele nunca havia visto espinhos em Madalena, mas os dois homens que ele tanto confiava disseram que havia muitos. Será?
Roberto então visitou Madalena na manhã seguinte. Olhou-a bem de perto. Nada de espinhos.
Seu celular vibrou, era Francisco que o visitou no dia anterior:
 - Viu os espinhos?
- er....Claro que vi Chico
- Essa flor é um pouco estranha.
- Sim, concordo Chico. Mas preciso desligar. Um abraço.
Madalena então se chateou, espinhos? Onde?
Roberto viu Madalena molhada e ficou na dúvida se já a havia regado. O que ele não sabia é que não era simplesmente água e sim as lágrimas de Madalena.
Na manhã seguinte, Roberto estava distante. Molhou Madalena do alto, sem observar se todas as folhas haviam sido regadas.
Chico chegou de surpresa e observou Roberto regar Madalena:
- Rega de longe mesmo, são muitos espinhos e eles podem te furar.
Roberto olhou ali, olhou aqui e não viu nenhum espinho. Mas ainda sim retrucou:
- Verdade, não quero cortar meus dedos.
Madalena em lágrimas terminou de se regar sozinha.
Na manhã seguinte Roberto não veio visita-la. A deixou lá naquele calor. Sem água, sem carinho. Madalena novamente se regou sozinha em lágrimas.
Na outra manhã, uma sombra se aproximando. Era Roberto.
Roberto olhou ali, olhou aqui e disse:
- Ela tem vários espinhos, Francisco está certo.
Madalena então naquela noite se lembrou de uma história que ouvira a tempos de sua vizinha: Há uma bruxa nessas proximidades. Uma bruxa que realiza qualquer desejo. Mas tem um preço. Qual será?
Madalena então tirou seus pés da raiz e caminhou até a parte proibida do jardim em busca da tal bruxa. Ela tinha que ser rápida. É sempre bom manter os pés no chão.
Madalena caminhou bastante e nada da tal bruxa. Quando estava prestes a desistir, uma voz soou em meio ao vento:
- O que queres bela flor?
- Bruxa... é você?
- Não fales assim bela flor. Não sou uma bruxa, sou uma pessoas com “poderes especiais”
- Eu estou cansada minha senhora. Roberto me aponta espinhos, espinhos do qual eu não possuo. Sou apenas uma flor.
- Eu sei do que precisas bela flor. Mas preciso de algo em troca
- Tudo o que desejar, senhora.
E assim, a bruxa cortou uma das folhas de Madalena.
Na manhã seguinte, Roberto acordou arrependido. Por que jugastes assim a bela Madalena? Por que ouviu eles? Eles não a conhecem como ele, não sabem do que estão falando. A Madalena não tem espinhos, ela é apenas uma flor. Uma bela flor.
Roberto correu para se desculpar com Madalena. Ao chegar lá, ficou parado em choque. Madalena havia se transformado no que ele tanto apontava. Madalena se transformou em um Cacto.
Roberto tentou se desculpar mas Madalena o furou com um de seus vários espinhos.
Madalena vestiu a roupa que tanto Roberto lhe apontava.
Roberto nunca mais a viu.



Vocês que estão lendo, cuidado para não serem um "Roberto" na vida de uma Madalena. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Estigma

Não sou formada nisso. O texto a seguir é com base nos meus conceitos e na minha visão de mundo.
Homens, por que essa busca constante por agradar as mulheres? Me deparo diariamente (seja comigo ou com outras mulheres) com situações do tipo: A mulher pergunta se tal atitude dela o incomoda, por mais que incomode, ele diz que não, que tá tranquilo. Ou quando a mulher está usando uma roupa feia e pede opinião e o cara simplesmente diz que ela está linda. Ou quando o cara tá sem grana pra sair e prefere dizer para a namorada que está doente do que dizer a verdade.
Homens, sejam mais honestos. A roupa não está boa? Comente. Mas saiba comentar. Principalmente se o comentário for uma resposta a algo que ela perguntou. Quando fazemos uma pergunta estamos dando abertura para ‘n’ possibilidades de respostas, independente de qual pergunta for.
O que mais ouço desde meus tempos de criança é que amizade entre mulheres é falsa, que mulheres chama as outras por apelidos carinhosos, mas não é a verdade. Ou então que o homem ofende o amigo para cumprimenta-lo mas não é a verdade. Será que é mesmo assim?
Já me deparei com situações em que um cara elogiava o amigo na frente dele e pelas costas disparava ofensas. Da mesma maneira que eu trato carinhosamente minhas amigas e não estou sendo falsa, do mesmo jeito que acho que a grande maioria não está sendo.
O Problema da sociedade (e quando digo sociedade, digo qualquer sociedade ao redor do mundo) é julgar a maioria por conta da minoria. Isso é um estigma social que nos acompanha diariamente. “Toda mulher é fofoqueira”, “Toda amizade feminina é falsa” “Todo homem trai”, “Todo homem mente”. Coisas tão simples podem ser feitas a respeito disso, tão simples que sequer pensamos nelas.
Ao invés de dar desculpas como: é a natureza do homem, eu sou homem, homem age assim; Isso é coisa de mulher, minhas amigas dizem que é assim que funciona, normal mulher fazer isso. Por que cada um não faz a diferença? Creio eu que estamos na terra não como homens e mulheres e sim como o homem e a mulher em seu individual.
Eu busco ao máximo não seguir padrões, como por exemplo: Azul é cor de garoto e rosa de garota, carrinho é para garoto e boneca para garota, videogame e futebol é coisa de garoto, balé e vôlei é coisa de garota. São exemplos simples e que podem soar até bobos, mas é como nossas crianças são criadas. “Meu filho tem que ser pegador, não se apegar a nenhuma mulher. Aproveitar ao máximo. Já minha filha tem que namorar dentro de casa, não beber por ai, não ficar com alguém sem compromisso. Transar no primeiro encontro? Nem pensar”
Esses são os valores passados para nossas crianças. Valores que da minha concepção estão errados. E que pretendo me policiar bastante quando for mãe para passar valores livres aos meus filhos, já que valores não possuem gênero, igual muitos pais pensam.

Então, antes de se acomodar no que a sociedade diz que você homem e você mulher é, seja quem você quer ser. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Quem avisa amigo é

Conselhos simples e que muitas vezes parecem bobos podem ajudar e muito em nossa vida.
Resolvi escrever um texto com alguns conselhos que costumo seguir em minha vida

1-      Não finja ser o que não é em redes sociais
2-      Não busque no outro valores seus
3-      Se você não gosta de algo não significa que seu parceiro não possa gostar
4-      Quando estiver namorando seja quem era quando solteiro porém com uma namorada ou um namorado ao lado. Não mude seu jeito com os outros.
5-      Não desmereça os outros ou as outras para agradar seu parceiro. Não precisa fazê-lo (a) se sentir melhor que ninguém, só o melhor para você.
6-      Não peça conselhos amorosos para amigos. Roupa suja se lava em casa
7-      Se seu amigo ou amiga resolve discussões com determinada postura, não significa que tenha que fazer
8-      Seja a pessoa que seu cachorro pensa que você é
9-      Se você se comporta de um jeito perto dos seus amigos, seja essa mesma pessoa perto da namorada, namorado, família, estranhos. Seja uni face
10-   Não poste indiretas
11-   Não poste que está triste em redes sociais. Resolva com a pessoa
12-   Não grite com sua mãe, namorado, amigo, funcionário, patrão. Eles não são surdos.
13-   Não deixe de dizer as pessoas que as ama. Não precisa necessariamente dizer, mas demonstrar todos os dias é essencial.
14-   Não faça algo por pressão dos outros. Exemplos: fumar, beber, dançar, beijar alguém.
15-   Evite ferir os seus amigos usando contra eles algo que só você sabe
16-   Não mantenha pessoas que te diminuem em sua vida. “Antes só do que mal acompanhado”
17-   Não exponha sua vida particular publicamente em rede sociais. Para isso existe a opção “somente amigos”
18-   Grande quantidade de pessoas desconhecidas em redes sociais acrescenta menos do que um cachorro correr atrás do próprio rabo
19-   Assuma seus erros do mesmo jeito que assume suas conquistas
20-   Prefira estar feliz do que estar certo
21-   Se alguém te corrige a respeito de um assunto ao invés de discutir para estar certo, procure saber mais sobre. Tenha a humildade de deixar o outro lhe ensinar.
22-   Não diminua aquele que te critica. Busque ver o lado bom em tudo
23-   Ultimo conselho e talvez o mais importante: “Nunca chame o outro de burro. Nem o mais inteligente mestre faz isso.” Belas palavras de um amigo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Vícios

 Muitos devem se perguntar a diferença entre gostar de algo e ser viciado naquilo. Com o conhecimento que tenho até então sobre o assunto, tentarei fazer uma lista exemplificando-o. Primeiro explicarei a definição de cada.
Gostar: Gostar é o ato de considerar alguma coisa, é achar algo aprazível. Gostar é sentir prazer ou agradar-se com algo. É ter uma predileção por alguma coisa, é ter um hábito que lhe agrada.
Vício: Dependência física ou psicológica que faz alguém buscar o consumo excessivo de uma substância; Mania; costume de fazer sempre a mesma coisa.
 Uns bebem socialmente, outros bebem diariamente se tornando viciados naquilo. E não, não estou de implicância para cima de bebida, até porque bebo em eventos anuais, com a família, amigos etc. Foi apenas um exemplo popular.
 Ultimamente venho convivendo com um tipo de vício peculiar, o vício em skate. “Tem um parque aqui perto, muito bonito, vamos lá? Tem uma pista de skate ao lado”, “Já foi no mangabeiras? Lá tem uma pista de skate”, “Vamos visitar minha avó? Tem uma pista de skate lá perto”. Já me deparei com situações em que uma blusa de 30 reais em algumas lojas estava sendo vendida por 100 em uma loja de skate e logo se tornou mais interessante. O mais peculiar é que pessoas que tem vício em bebidas, drogas, videogame, compras ou até no skate, raríssimas vezes reconhecem que tem um problema. Não, não estou dizendo que gostar de skate, de videogame seja um problema. Mas quando chega em um ponto que seu cérebro só funciona para isso é onde se inicia o problema.
 Quando iniciamos uma vida a dois, queremos mostrar para o(a) parceiro (a) nossos gostos, inclui-lo (a) em nossos programas, amizades e daí em diante. E isso dá um toque gostoso e interessante ao início de namoro. Mas devemos tomar o cuidado para não colocar nossos gostos e interesses acima dos do nosso parceiro(a). Já me deparei com a situação de ser interrompida no meio de um assunto para ouvir sobre uma loja de skate, para me mostrar um vídeo de skate, uma blusa, um trailer de um filme sobre skate ou simplesmente parar de me ouvir para prestar atenção em um cara fazendo uma manobra na rua.
 Eu sou apaixonada com Psicologia, quem lê meu blog ou até convive comigo sabe disso. Falo sobre o assunto, explico o que sei sobre o assunto, sobre Filosofia, que é outra paixão, sobre videogame, mas nada em excesso. Vamos falar de skate? Vamos, sobre geografia? Vamos, sobre amor? Vamos. Ser mente aberta é isso, é ter a liberdade e o conhecimento para falar sobre tudo e até aprender sobre tudo um pouco não sobrepondo o interesse do outro.


Não estou aqui para julgar o gosto de ninguém, só deixo um conselho: tudo em excesso se tornar um problema.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Atualidades

  Não sei bem como começar este texto mas o assunto que pretendo tratar é minha tristeza em relação a uma grande porcentagem da humanidade. Bullyng ocasionando morte, maus tratos a animais, economia acima de humanidade, machismo, feminismo extremista etc. Vou falar um por um detalhadamente, pois quero fazer um texto em um formato diferente dos outros.
Bullyng: Me deparei hoje com a notícia de um garoto inglês de 12 anos que se enforcou por ser chamado diariamente de down pelos coleguinhas de escola. Ele tinha algum problema físico? Não; ele tinha algum problema psicológico? Não. Ele era um simples novato que as outras crianças insultavam por diversão. Os jovens atuais (não pensem que ao falar isso estou tentando parecer madura ou que eu tenha mais de 30 anos, não me entendam mal) crescem em um ambiente desagradável e de constante disputa, uma guerra de desmerecimento para assim aumentar sua autoestima. Escuta tal música? É gay; Gosta de tal anime? É criança; Não bebe? É o deslocado; Não fuma? É o deslocado.  Eu já experimentei bebida, não minto. O que tenho a dizer sobre: a vejo com maus olhos, até porque minha experiência com a mesma se somou a um momento de tristeza em que eu precisava me animar, esquecer daquilo. E é algo que não pretendo levar comigo na vida independente do que pensem de mim.
Maus tratos: alguns dias atrás li uma notícia sobre a proibição de uma refeição chamada foie gras, que para quem não sabe é simplesmente o fígado de um pato ou ganso. Utilizam um tubo para alimentar o animal de maneira forçada para que o fígado engorde. Um outro exemplo é a porca deitada de lado, imóvel, enquanto seus filhotes mamam para assim engordarem e virar o bacon que vocês tanto adoram. Não, não estou pagando de ativista, nem sou vegana, inclusive como carne de boi e a coxa do frango. Mas acho uma falta de respeito com os animais que vocês tanto apreciam em seus pratos não terem sequer uma vida digna, um tratamento digno. Todos nós sabemos que vamos morrer um dia, agora imagine sofrer diariamente para ter como finalidade a morte?
Abordando outro tópico mas não saindo do assunto anterior, uma das mais famosas desculpas destes que dão tal tratamento aos animais não é nada mais que: quero economizar, reduzir custos, lucrar.
Machismo: Em pleno século XXI ainda nos deparamos com discursos machistas. Uns dias atrás uma atleta postou uma foto em um clube e recebeu comentários do tipo: Gostosa, que bunda hein? etc. Mas o que mais me impressionou foi ler os comentários da notícia, o que mais me chamou atenção foi: “Se chamo de gostosa sou machista, se chamo de linda sou visto como gay, se não digo nada elas dizem que não reparo’’. Admito que eu ao ver a foto pensei: Se o objetivo era mostrar a vista linda, por que sentar com o bumbum na frente? Mas ao refletir pensei: não é da minha conta. Uma resposta simples que evita muitos julgamentos. Por que achamos que precisamos ter opinião sobre tudo, que devemos comentar e estar inclusos em tudo? Afinal, ao postar uma foto esperamos elogios ou registrar um momento? “Se não digo nada elas dizem que não reparo’’ será mesmo que o objetivo dela era receber elogios ou simplesmente se incluir no momento como recordação? Li que o mal do século vem sendo justamente acharmos que precisamos ter opinião sobre tudo. Afinal, precisamos mesmo?
Feminismo extremista: Ah, que assunto delicado, espero não ser tachada de machista ou ser obrigada a ler algum comentário (seja aqui ou em alguma rede social) do tipo: estamos lutando por direitos iguais. E dou ênfase que o assunto tratado é “feminismo EXTREMISTA”, não feminismo. O que é feminismo extremista? Você meu caro que está nas cavernas ou não se interessa pelas notícias ao redor do mundo terá sua resposta agora. O feminismo extremista é aquele que não quer direitos iguais e sim SUPERIORES. “Mulheres são superiores”, “Eu quem mando na relação”. Ou muitas vezes querem mudar os estereótipos estipulados pela sociedade. Tenho como exemplo aquelas que decidiram não depilar suas axilas e inclusive pintar os pelos, ou até aquelas que protestam para poder andar sem blusa e sem sutiã na rua. Penso eu: como vocês querem ser levadas a sério marchando nuas por ai? Para que esta exposição? Querem lutar por algo ou apenas chamar atenção? “Ah, mas é nosso jeito de manifestar, se homem pode também podemos”. Ou então aquelas que se chamam de vadia, putinha, inclusive tem uma música que diz: pra ser putinha não precisa carteirinha. Vocês querem MESMO serem levadas a sério se chamando de vadias, putinhas e desfilando nuas?

Sei que meu texto ficou longo mas minha intenção foi conscientizar as pessoas sobre tais atitudes mal pensadas. Espero críticas, elogios, mas espero acima de tudo uma reflexão antes de dizerem asneiras, seja para mim ou em seu dia a dia.

Obrigada pela atenção

domingo, 24 de maio de 2015

Machismo !

  Não, não estou aqui para apoiar feminismo ou sequer falar sobre. O objetivo deste texto é outro.
De inicio devo mencionar que não sou feminista ou machista ou qualquer um desses esteriótipos rivais. Acho sim que a mulher tem seu lugar na sociedade assim como o homem e que nenhum é mais ou menos importante que o outro. Mas penso eu que certas profissões foram criadas para homens ou que homens a cumprem com mais afinco e vice versa. Mas acima de tudo o texto tratará-se de uma experiência um tanto quanto constrangedora do qual passei na semana passada. Situação que vemos mulheres manifestando, citando, buscando melhora e que você muitas vezes com as correrias da vida não dá muita atenção. Eu estava no ônibus indo para a faculdade e dois caras estavam sentados atrás de mim ouvindo musicas que fazem apologia a sexo e cantando alto (não estou dizendo que isso tem relação com machismo ou criticando funk, isto é apenas um detalhe). Um deles comentou sobre mim para o amigo: ''Bonitinha essa aqui na frente mas olha o tamanho da aliança dela, da doida viu?'' (Estou escrevendo com as palavras dele). Por hora pensei que pararia por ai já que o mesmo reparou na minha aliança. Mas ele permaneceu insistindo para que eu olhasse para trás e cantava para mim. Ao notar que eu não olharia, o mesmo disse para o amigo: ''Mulher é foda, quando a gente tá voltando do trabalho, tá sujo, mal arrumado. Nem olha. Agora se eu estivesse arrumado em um carro, ai sim me daria confiança''. Me controlei para não responder ao insulto que não se referia somente a mim e sim a todas as mulheres. E isso me fez questionar: até quando? Até quando homens verão mulheres como interesseiras? E não estou me referindo a todos os homens e sim aos que em pleno século 21 se comportam como imbecis. Até quando ouviremos comentários como ''Mulher gosta é de dinheiro'', ''Se tá usando essa saia é porque 'tá querendo' hein?'' ''Gostosa'', ''Não vai olhar? é uma vagabunda mesmo'' etc etc etc. Eu não dar confiança para determinados comentários não significa que me vejo como superior a pessoa e sim porque acima de estar em um relacionamento sério eu me respeito e tenho o direito de ignorar ou lidar com a situação da maneira que acho melhor. Se você que está ai lendo pensa ou se comporta como os homens citados neste texto, sinceramente? Você tem muito que evoluir.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Vazio

Há vários tipos de vazio. O vazio de alimentos, por exemplo, ou até um vazio emocional. Como preenche-los da maneira correta? Afinal, há uma maneira correta? Uns preenchem com beijos sem sentimentos, ou até com noites a dois. Outros preenchem com drogas, cigarros, bebidas. Outros preenchem com pensamentos negativos, com estudo, leitura. Esse ano foi o ano do preenchimento e das atitudes que não condizem com meus princípios. Bebi, bebi, bebi. Apesar que o momento de festividade pode até condizer com a atitude, mas condiz com o que sou? Começou com pouco e foi aumentando a quantidade ao decorrer do tempo e ao aumentar do vazio. Um telefonema não recebido? Um copo. Um amigo perdido? Um copo. Um amor perdido? Um copo. Uma decepção inesperada? Um copo. Etc, etc, etc. Precisava de um ultimato para não acomodar nesse preenchimento. Há tantos tipos, para se prender a esse. Visão embaçada, dormência no braço, enjoo, dor no estomago, dor de cabeça, perda leve de memória, vergonha de si mesmo. Isso foi tudo que este preenchimento causou. Preenchimento do qual será substituído e melhorado. Não digo que não tenho nada contra, porque tenho, mas acima de tudo tenho respeito. Mas “na boa”? não é minha praia. E não será esse ano que passará a ser. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Eu poderia

Eu poderia te mandar um texto dizendo tudo que venho sentindo desde que você resolveu se ocultar da minha vida. Eu poderia dizer como esperei uma ligação sua durante as 24 horas estabelecidas como meu aniversário ou te cobrar pelo menos um pouco de consideração por todos os bons anos que tivemos. Poderia comparar como trato você e como os outros te tratam e o retorno que tanto eu quanto os outros temos. Retorno o meu considerado pouco, baseado em todo o amor que sempre tive e sinceramente acho que sempre terei por você. Eu poderia chorar tanto quanto chorei ontem. Poderia me lamentar ou tentar voltar atrás no dia em que você disse adeus e deixei você ir. Eu poderia te mandar este texto ou fazê-lo chegar até você, o que não seria difícil. Poderia citar seu nome, ou até dar pistas de quem você é, se é ele ou ela ou qualquer coisa que façam pensar em você ao ler. Eu poderia tantas coisas, mas depois de tamanha decepção, eu poderia e não vou mais citar você e buscar ao máximo não pensar em você. Aos poucos isso cairá na rotina, eu sei que vai.