sexta-feira, 10 de julho de 2020

Uma visão madura sobre relacionamento amoroso


Eu vejo muitas pessoas falando sobre namoro, casamento, mas pouco se vê quando o assunto é saber se relacionar amorosamente. Cada grupo costuma ter suas prioridades, ou seja, aquilo que prezam numa relação.
O primeiro item da lista “Fidelidade”. E em cima deste item vemos duas visões, na qual iremos separar os grupos em “Monogâmicos” e “Poligâmicos”. Acho importante frisar os dois grupos, já que geralmente eles têm, muitas vezes, uma atitude parecida, porém um discurso diferente. De um lado temos os monogâmicos, que discursam e prezam a fidelidade acima de tudo e afirmam fervorosamente “serem incapazes de uma relação poligâmica”. Grupo que em algumas ocasiões praticam o ato poligâmico, porém sem que o (a) parceiro (a) saiba, não é mesmo? Do outro lado temos os poligâmicos, que é um tipo de relação mal interpretada muitas vezes, já que para muitos a poligamia é “sair pegando geral” e não uma relação onde há diálogo e honestidade. Sem generalizar nenhum grupo, apenas gerando uma reflexão aos leitores okay?
O segundo item é “Companheirismo” que é onde o casal presa serem companheiros do outro para todos os momentos. É aquela parte do relacionamento em que um se doa ao outro e faz interesse nos gostos e compromissos, onde há os interesses de um, do outro, e os em conjuntos. Mas, independente disso, há a companhia do outro sempre.
O terceiro item é “Diálogo” e esse eu dou um foco a mais, pois, para mim é o mais importante e o que move uma relação para o melhor caminho possível. É através do diálogo que se conhece o (a) companheiro (a), que se identifica as qualidades e defeitos, o que incomoda, o que pode melhorar, o que o aflige e por aí vai. Sem diálogo, seríamos, em um todo, apenas seres pensantes, porém irracionais.
O quarto item é “carinho” e ele pode vir de diversas formas. Há aqueles que demonstram carinho com os tão amados cafunés, e com a tão amada massagem, por exemplo. E há os que demonstram com um bilhetinho carinhoso de manhã, uma mensagem no WhatsApp, deixando um lanchinho que o (a) outro (a) gosta. Por que não? E é através do item três que identificamos qual o carinho do casal. Lembrando que temos duas pessoas na relação, com duas formas que podem ser diferentes de demonstrar carinho okay?
O quinto item é “honestidade”. Olha, esse item é muito importante e não deve ser confundido com grosseria ou sinônimos dela okay? Neste momento de honestidade (que acontece no diálogo) é que conhecemos verdadeiramente nosso (a) parceiro (a), e na falta dela (honestidade) a relação pode desandar. Todos sabemos que há aquelas pequenas mentirinhas para se evitar alguma situação indesejada. Mas eu lhes pergunto: “Será que a mentirinha não pode ser substituída por uma forma mais delicada e madura de se pontuar algo?”
O sexto item é “Ação”. Sim, a ação é um item muito importante, já que ela quem coloca na prática todos os itens citados anteriormente. E é de suma importante a ação está alinhada principalmente ao diálogo, caso contrário tudo pode ficar bem duvidoso e afetar na honestidade, não é mesmo?
Após citar todos os itens, que eu, com a colaboração de diálogos durante a vida, achei que cabem de uma forma geral numa relação, irei introduzir mais sobre a relação como um todo.
Não, nem todas as relações tem todos esses itens de forma tão organizada e “redondinha” pois somos seres também emocionais, o que pode afetar toda essa racionalidade de se seguir um contrato à risca. Conheço quem preze fidelidade acima de todos os outros itens e inclusive bate no peito para falar sobre. Ao mesmo tempo em que conheço casais (monogâmicos ou não) que acham todo esse papo de fidelidade uma besteira e tem um companheirismo, um diálogo e uma honestidade invejável. Há também casais que tem muito carinho com o outro, diálogo, fidelidade e ação, mas o companheirismo é bem oscilante. É uma briga que só para um ceder ao compromisso que agrada só um, pois o próprio é tão melhor né?
Como bem citei no comecinho, uma relação amorosa contem duas pessoas. O que será que é preciso individualmente para se tornar alguém legal de se relacionar com o (a) outro (a)? Eu poderia citar altruísmo, saber ceder, saber ouvir e acima de tudo não ter uma alta preocupação com competições. Não, definitivamente não se deve viver em cima da competição. A competição pode motivar algumas coisas? Claro! Há quem se organize de uma forma que qualquer situação seja positiva. Mas os aviso: No geral não é! Um casal que compete deixa de viver a felicidade plena, deixa de agir como é de verdade (para não ceder e “perder”) e isso transforma a relação num ambiente desagradável.
Eu deixei de ir à igreja a alguns anos, mas sempre assisto a vídeos de pregação sobre casamento e tenho uma citação simples e bem agradável que vi em um desses vídeos. A pregação cite a importância de uma mulher se casar com um homem adulto e que o mesmo deve prioriza-la. É claro que, diferente da citação, não irei colocar somente a visão heteronormativa e/ou o peso somente para cima do homem. Vou inclusive melhorá-la dizendo: “Se case com alguém maduro que a (o) priorize.” Se não acabamos criando uma relação desigual onde um se doa e o outro somente suga.
Agora deixo uma reflexão: Você se relacionou amorosamente de forma saudável hoje ou apenas sugou?
Espero que tenham gostado. Um abraço carinhoso.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Amor não vai faltar

Neste texto eu pretendo falar na primeira pessoa porque ele é um texto totalmente pessoal.
Eu desde muito pequena demonstrei muito amor e afeto (não isenta de um lado birrento e mal educado) com aqueles que eu selecionava a dedo (sempre muito exigente) para ter em minha vida. Lembro claramente do meu pai dizendo: "Você deve tratar todos iguais. Se você dá um beijo no rosto de um amigo, deve dar no da amiga também" e percebo que isso influenciou demais na minha personalidade como jovem adulto.
Na adolescência eu alternava entre MUITO amorosa e MUITO fria, o que acho ser normal pra fase, mas sempre MUITO intensa.
Eu nunca soube amar pela metade, amar uma só pessoa, mas quem eu escolhia amar eu amava de um jeito totalmente único e intenso, por mais que seja um amor que eu tenha por outras várias pessoas. E falo amor de um jeito totalmente objetivo. Não entra na minha cabeça as pessoas separarem o amor: "Eu amo como amigo" "Amo como irmão" ou então o fato de você ter um relacionamento amoroso com alguém, ama-lo ou ama-la e se não der certo e você sentir que ama outra pessoa, as pessoas duvidarem porque "amor é por uma pessoa só".
Eu sempre fui de amar fácil, independente do tempo de convivência ou do status da pessoa em minha vida. Eu amo muito, amo muitas pessoas. E isso me proporcionou muitos momentos bons/ótimos (acima dos ruins) e eu não me sinto mal por ser assim.
Em uma sociedade tão fria do qual se compete frieza, eu bato no peito e abro meu peito pra vocês, com orgulho. Eu amo, eu amo MUITO.
Eu amo porque é de mim amar. Eu não espero nada em troca (apesar de ser comum se esperar dos outros um retorno, reciprocidade).
E apesar de amar muito, pouco falo sobre amar. Acho que falar sobre o amor, falar um "eu te amo" é vago e difícil, pelo menos para mim.
Mas se eu estou do seu lado, principalmente nos momentos ruins, se eu te falo dos meus problemas, se busco você nos momentos bons para estar ao meu lado, se eu me exponho para você de alguma maneira está ai sua resposta. Eu te amo.


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mas só.

Eu sempre mantive um estilo de vida, uma certa filosofia que eu mesma criei. Eu sempre valorizei muito ser verdadeira com as pessoas, e digo isso no sentido literal, no sentido de não mentir nunca. Eu sempre, antes de tomar qualquer atitude pensei: minha mãe se orgulharia disso? Eu contaria aos meus filhos? 
Sempre fui muito fixa, tanto em objetivos quanto em pessoas. Eu sempre insisti em algo ou alguém até que eu sinta que realmente não quero ou não posso, caso contrário eu não me desprenderia de verdade sabe?
Sempre fui muito amorosa com as pessoas independente do relacionamento que tenho com elas, mas  sabendo que em algumas vezes essas pessoas não estariam na mesma sintonia e que é hora de ir.
Sempre fui uma pessoa de paixões, ideias, pouco voltada a desejos ou fugindo ao máximo deles. 
Boa amiga, atenciosa, protetora, preocupada, carinhosa, disponível, mas....Tem sempre o mas, não é mesmo? Nunca boa o suficiente, ou não vista como "alguém" apenas ouvindo sobre seus "alguém" Mas só. E sempre será assim. "Eu sempre insisti em algo ou alguém até que eu sinta que realmente não quero ou não posso" Essa reflexão uma hora chegaria, mas eu sempre pensei que seriamos mais, não "mas". 
"Sai, corre logo. Afasta-te das ventanias cruéis que ameaçam revirar-te a vida e os sonhos pelo avesso [...] Foge das tempestades. Das estradas sem rumo. Das folhas ressequidas, espalhadas em terrenos áridos e desconexos. Teus dias pinta-os com aquarelas leves e doces, mescladas a tons pastel.
As horas não devem ser transformadas inexoravelmente em cinzas, quem te disse? Embora saibamos que se trata de horas mortas, inertes em relógios de parede enferrujados pelo cansaço. Relógios, cujos ponteiros foram derretidos pelos vastos incêndios que se apossaram silentes da tua alma atônita. Sai! Despede-te rapidamente das águas turvas, habitadas apenas por sinuosas enguias. Não enxergas peixes dourados, nem vermelhos? O lodo não te serve, então. Tampouco a escuridão de um dia sem sóis nem estrelas. As árvores morreram alguns tocos ainda repousam no jardim abandonado. Raízes secas gemem por água. Mas o jardineiro se foi, levando junto com as despedidas os antigos cuidados dispensados ao verde que aí vicejava [...] Um sentimento que parece ter escorrido pelas vielas de tempos imorredouros. Olha e te surpreende. Pois há linhas de seda para tricotar novas promessas de amores leves, já nascidos com asas. Amores azuis que flertam com a presença suprema da liberdade. Se porventura entrares num bar escuro e sujo e perceberes que os frequentadores flertam somente com o álcool mantendo o rosto duro, impassível e macilento. Os olhos de pedra fosca cravados no fundo do copo, no qual mágoas flutuam sobre escassas pedras de gelo, não te aproximes. Abandona o recinto. Pois aí não há amor. Somente amarguras e nostalgias graves e empoeiradas [..] O bom sexo demanda uivos gloriosos, saudáveis e selvagens desatinos. Assim, aguarda paciente pela entrega plena e desarmada. Ela virá sem avisos prévios e te surpreenderá com danças e valsas. Recusa de imediato o namoro insípido, porque não há sal que dê jeito em afetos falidos [...] A maldade ronda a vizinhança, se intromete em eclipses, passeia com os pés descalços em imensos desertos brancos. Mas lá tu não irás, temos certeza, pois falta amor — teu coração já anunciou. Além disso, felizmente também contas com os afáveis sussurros da natureza, que entremeiam tuas histórias e caminhos, sempre rodeados de ideais e de esperanças" (TAGUTI, G. 2018)
"Onde não puderes amar não te demores"

quinta-feira, 15 de março de 2018

Atitudes atuais que me magoam.

As pessoas não sabem mais sentar e conversar, marcar de jogar algo na casa de um amigo. Parece que tudo gira em torno da dependência psicológica e física de bebidas e drogas. Quando se fala em dependência física, todos imaginam um dependente que precisa ser internado e que sai cambaleando por ai, mas não se resume a isso, isso é apenas um estágio mais avançado. Quando falo em dependência quero que pensem naquele sujeito que NECESSITA que tenha álcool e droga naquele ambiente, caso contrário não compensa ir. Ou aquele sujeito que acha proveitoso sair para ficar "louco" e nem se lembrar do passeio. ONDE ISSO É VIDA? As pessoas sentam já ansiando por drogas, pagam o preço solicitado (o que pode variar de 6 a 15 reais num copo de cerveja dependendo do local), agem de maneira estupida, vomitam em si, são inconvenientes e chatos com todo mundo e sequer pensam a respeito disso.
Eu tive pequenas experiências com bebida em minha vida, 1, 2, no máximo 4 copos. E uma experiência com passar mal, que foi recente, experiência aliás que poderia ser evitada se não tivessem me passado informação errada (me falaram que era refrigerante na jarra, mas era bebida, então misturei uma bebida com outra), bastaram dois copos para me derrubar e me proporcionar a pior experiência da minha vida. O que teve um lado positivo, já que senti na pele a opinião que sempre tive e pude reforçar que não vale a pena MESMO.
Para ser bem sincera quando lhe faço um convite e você me responde automaticamente com: Eu vou beber viu, eu vou ficar bêbado. Ou se me pergunta automaticamente: Lá tem bebida?
Eu penso seriamente em desconvidar. Isso me soa rude, soa como se estivesse indo só por isso e para isso.
A alguns dias ouvi que se eu organizar o meu casamento sem bebidas (pretendo), ninguém vai. Olha a que ponto chegamos? E isso só me reforçou que meu casamento terá poucas presenças (se seguir essa linha) porém presenças verdadeiras.
Eu digo com orgulho: sou careta sim. Tive experiências na minha vida para poder formar opinião sobre isso, não sou presa a nada, se cismo tomo um copo, se não tomo água, suco, refrigerante. Eu vou pela companhia, e não me prendo a ficar "louca"

O que é diversão para você? O que é um passeio proveitoso? Você sequer se lembra como foi esse passeio? O que te falta que preenche com vícios?

sexta-feira, 9 de março de 2018

O machismo e a cultuação da pornografia

Vivemos num mundo, e principalmente num século de vaidade. Mulheres de 20, 30, 40, 50 e poucos anos fazendo plásticas, puxa isso, reduz aquilo, tudo em nome da beleza. Só é bela aquela que é notada, que tem o corpo magro e esbelto, que arranca olhares e elogios (em sua maioria sujos) mas que ainda sim reforçam a mulher bonita que somos. E tudo isso é reforçado em pornografias com mulheres belas, que "topam tudo", não tem frescura, e que se preocupam unicamente em agradar o parceiro. Diariamente vemos BILHÕES de acessos em sites como xvideos, redtube (os mais conhecidos), o que não para por ai, este conteúdo se encontra também m grupos de whatsapp, páginas do twitter, grupos no facebook, tudo girando em torno da beleza feminina e do bel prazer masculino. Atrizes famosas, aquela garota que você está saindo, sua namorada, não importa, o foco é compartilhar o que se considera belo, independe se há ou não a autorização do outro que se mostrou a você. Recebeu tem que falar a respeito viu? "Gostosa hein?" "Gostei demais" caso contrário você é o famoso "gay", bobo, camisolão. E se tiver namorada então? "Tá usando coleira?" "Tá morto?" "Namorada não deixa fazer nada" Ter esse conteúdo no celular, acessar a sites, seguir páginas é o passo número 1 do homem viril do século XXI e de diversos séculos, a diferença se dá apenas no fácil acesso a sites, abrindo mão de dvd's.
"Nossa Karen, o que há de mal em assistir ou compartilhar, é o trabalho delas (das atrizes). Se são os sites mais acessados, é porque as pessoas gostam" Sim as pessoas gostam, homens, mulheres. Meu objetivo aqui não é criticar quem os acessa. O problema se encontra a partir do momento em que você se encontra em grupos de whatsapp, ou reforça a atitude daquele seu amigo que expõe as "peguetes" para poder se afirmar e ser aceito. Muitas vezes você sequer assistiu ou baixou, mas PRECISA dizer que é bonita, gostosa, porque é isso que um homem deve fazer. Será mesmo? Esta postura de acéfalo realmente lhe cabe, tudo em prol de agradar outros acéfalos?
E sua parceira, o que ela acha disso? O que ela acha realmente não lhe importa, porque são seus amigos e você precisa ter atitudes desrespeitosas para manter essas amizades? E o contrário, segue essa lógica também? "Ah, mas mulher não assiste ou envia esse conteúdo, quem dirá expor um cara que ela fica ou namora" SERÁ MESMO?
Há pessoas que cultuam essa exposição em todos os lugares, independente de gênero. E se fosse com você? Pense nisso.
Falando de homens com homens, segue algumas respostas de conhecidos a respeito do assunto: 
Até onde você é você mesmo e onde entra o machismo nas suas atitudes? Você precisa mesmo reforçar essa virilidade?

Desde já agradeço aos que participaram e responderam o questionário. A critério meu não quis expor os participantes.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Solitária.

"Quando você ler esse bilhete já estarei na rodoviária, quem sabe até na auto estrada. Viajei pra uma cidade chamada Solitária. 
Cansei de ser joguete, cacete, cansei de ser tão maltratada"

Acho que essa música belíssima da "Banda mais bonita da cidade" é uma boa introdução. 


Eu venho dando o melhor de mim, e isto tem aumentado a cada ano. Cobranças internas, externas, metas de realização, de tratamento comigo e com os outros. Já tentou se colocar no meu lugar?

Sempre está ruim para você, para os outros. A famosa madre Teresa de Calcutá, sempre fazendo o bem. Será? Não sou perfeita, mas também não sou ruim. Eu mereço mesmo o que tu faz comigo?

A maioria de nossas conversas são espelhos vindo de você: "Você está me julgando?" "Você é ciumenta" "Você está me humilhando" "Você está me cobrando" "Você está tentando me controlar" "Você zomba de mim" o que tu faz afinal? Por que está constantemente me julgando ou julgando aos outros já que é algo que enxerga em mim e considera ruim? Por que me controla? Por que me põe pra baixo? Por que rebaixa tudo que gosto? Esses defeitos são mesmos meus ou somente meus? 


O seu machismo que você nega muitas vezes te cega, te dando uma visão de que somente você é racional e enxerga tudo com clareza.

"Não foi bem assim, ela tem uma visão conturbada das coisas" "Você perde o controle" "Mulheres são difíceis" Esta generalização não combina com a inteligência que tenta passar. Eu sou mesmo como todas? 
Você costuma dizer que sou diferente, mais madura, mais racional, mais mais mais mais...Mas só quando você está sendo beneficiado ou feliz consigo, caso contrário, eu sou sempre ruim (mesmo você insistindo que eu quem te coloco nesta posição) 
Você se prioriza e isto é ótimo, mas poderia pelo menos fingir que se importa com as minhas necessidades e pedidos? 

Dizem que não há uma definição de amor, mas eis uma que consigo dar: Amar é querer o outro bem, e quando você for o motivo deste mal, se importar com o sentimento do outro. É querer conhecer o mundo do outro, suas crenças, paixões, gostos, não somente os seus. É querer tá perto, mesmo que não seja no sentido de presença. É dar atenção. É entender o lado do outro, como por exemplo a interpretação que ele pode ter dado ao que disse ou ao que ele sentiu quando disse ou fez algo. Não é frescura, não é drama, não é afronta. É respeitar, mesmo que outro cara esteja ali te pressionando a querer afirmar uma masculinidade frágil que precisa de atitudes babacas. É enxergar além do palmo do seu nariz. É ouvir, aceitar uma segunda opinião. 


Eu poderia gastar o dia todo escrevendo o que penso sobre o amor, que ainda teria o mesmo resultado: solidão.

Por que solidão? o amor romântico, o amor que se doa, não existe mais. Aquele amor que durava 50 anos. E quando dou este exemplo não me refiro a amores que só duravam tal tempo porque a mulher tinha medo, estava infeliz etc, como em séculos antigos. Me refiro a amores felizes, do qual vocês estavam ali porque eram loucos um com o outro, e nem o tempo, nem ninguém foi capaz de acabar com isso.
Soa até inocente querer algo assim no mundo de hoje. E soa também como se amor fosse tudo, e não é. Amor não é nada se não acompanhado de respeito e dedicação. Pra mim esse triângulo é perfeito. Triângulo, essa palavra me remete a algo sobre mim que não foi fácil para você, quem dirá para mim. "Half of my heart" do John Mayer define tão bem esta história. 

O amor romântico está mesmo longe. Atualmente tampamos buracos com pessoas ou coisas. E dependendo do buraco, do vazio, nos entregamos verdadeiramente a este outrem e dificilmente largamos. Sei bem como é, acreditem. 


Eu não sou perfeita, como muitas vezes você me define, mas eu me dedico verdadeiramente, e não quero menos do que eu proporciono. 


Vamos somar? Vamos por na prática tudo aquilo que me sempre me dissestes? Não? Então SOME ! 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cada um com a sua carga

Vivemos em uma sociedade em que ao mesmo tempo que falam de mim para você, falam de você pra mim, do A pro B, do B pro C, do C pro A, e no fim estão todos sorrindo.
Quem nunca comentou algo daquela pessoa que não simpatiza muito? Ou que ouviu algo sobre o outro e permaneceu calada ou riu? Isso é normal do ser humano. E quem não passou por isso, que atire a primeira pedra. Pois é, não vi nenhuma pedra voando.
Eu não posso dizer por todos, mas eu sou um ser pensante e aberto a críticas, desde que, elas tenham o intuito de acrescentar e que seja observada por si. Pois, diariamente, pessoa A fala algo do outro para a pessoa B, e isso é visto como verdade. A realidade do outro passa a ser a sua, a pessoa C que foi citada se torna alguém indigno de mudança, que não possui qualidades. Todos temos dias bons e ruins, e isso muda a maneira que cada um enxerga o outro ou age com o outro. Enxergue com seus olhos, fale por você, sempre com o pensamento de que ao apontar um dedo para o outro, três são apontados para você.
O mundo precisa de mais amor, e todos somos dignos de sermos amados. Se alguém faz você não se sentir assim, está na hora de rever suas amizades.
E se alguém fizer você se sentir culpado por tudo que é causado a você, já que isso veio da maioria, pense o seguinte: você não é isento de culpa, reflita e pense qual a sua carga nisso tudo. Mas NUNCA, carregue a carga toda sozinha. Você não merece.
Somos responsáveis por nossas cargas, lide com elas, a dos outros, cabe a eles.