Eu vejo muitas pessoas falando sobre namoro, casamento, mas
pouco se vê quando o assunto é saber se relacionar amorosamente. Cada grupo
costuma ter suas prioridades, ou seja, aquilo que prezam numa relação.
O primeiro item da lista “Fidelidade”. E em cima deste item
vemos duas visões, na qual iremos separar os grupos em “Monogâmicos” e “Poligâmicos”.
Acho importante frisar os dois grupos, já que geralmente eles têm, muitas
vezes, uma atitude parecida, porém um discurso diferente. De um lado temos os
monogâmicos, que discursam e prezam a fidelidade acima de tudo e afirmam
fervorosamente “serem incapazes de uma relação poligâmica”. Grupo que em
algumas ocasiões praticam o ato poligâmico, porém sem que o (a) parceiro (a)
saiba, não é mesmo? Do outro lado temos os poligâmicos, que é um tipo de
relação mal interpretada muitas vezes, já que para muitos a poligamia é “sair
pegando geral” e não uma relação onde há diálogo e honestidade. Sem generalizar
nenhum grupo, apenas gerando uma reflexão aos leitores okay?
O segundo item é “Companheirismo” que é onde o casal presa
serem companheiros do outro para todos os momentos. É aquela parte do
relacionamento em que um se doa ao outro e faz interesse nos gostos e
compromissos, onde há os interesses de um, do outro, e os em conjuntos. Mas,
independente disso, há a companhia do outro sempre.
O terceiro item é “Diálogo” e esse eu dou um foco a mais,
pois, para mim é o mais importante e o que move uma relação para o melhor
caminho possível. É através do diálogo que se conhece o (a) companheiro (a),
que se identifica as qualidades e defeitos, o que incomoda, o que pode
melhorar, o que o aflige e por aí vai. Sem diálogo, seríamos, em um todo, apenas
seres pensantes, porém irracionais.
O quarto item é “carinho” e ele pode vir de diversas formas.
Há aqueles que demonstram carinho com os tão amados cafunés, e com a tão amada
massagem, por exemplo. E há os que demonstram com um bilhetinho carinhoso de
manhã, uma mensagem no WhatsApp, deixando um lanchinho que o (a) outro (a)
gosta. Por que não? E é através do item três que identificamos qual o carinho
do casal. Lembrando que temos duas pessoas na relação, com duas formas que
podem ser diferentes de demonstrar carinho okay?
O quinto item é “honestidade”. Olha, esse item é muito importante
e não deve ser confundido com grosseria ou sinônimos dela okay? Neste momento de
honestidade (que acontece no diálogo) é que conhecemos verdadeiramente nosso
(a) parceiro (a), e na falta dela (honestidade) a relação pode desandar. Todos
sabemos que há aquelas pequenas mentirinhas para se evitar alguma situação indesejada.
Mas eu lhes pergunto: “Será que a mentirinha não pode ser substituída por uma
forma mais delicada e madura de se pontuar algo?”
O sexto item é “Ação”. Sim, a ação é um item muito importante,
já que ela quem coloca na prática todos os itens citados anteriormente. E é de
suma importante a ação está alinhada principalmente ao diálogo, caso contrário
tudo pode ficar bem duvidoso e afetar na honestidade, não é mesmo?
Após citar todos os itens, que eu, com a colaboração de
diálogos durante a vida, achei que cabem de uma forma geral numa relação, irei
introduzir mais sobre a relação como um todo.
Não, nem todas as relações tem todos esses itens de forma
tão organizada e “redondinha” pois somos seres também emocionais, o que pode
afetar toda essa racionalidade de se seguir um contrato à risca. Conheço quem
preze fidelidade acima de todos os outros itens e inclusive bate no peito para
falar sobre. Ao mesmo tempo em que conheço casais (monogâmicos ou não) que
acham todo esse papo de fidelidade uma besteira e tem um companheirismo, um
diálogo e uma honestidade invejável. Há também casais que tem muito carinho com
o outro, diálogo, fidelidade e ação, mas o companheirismo é bem oscilante. É uma
briga que só para um ceder ao compromisso que agrada só um, pois o próprio é
tão melhor né?
Como bem citei no comecinho, uma relação amorosa contem duas
pessoas. O que será que é preciso individualmente para se tornar alguém legal
de se relacionar com o (a) outro (a)? Eu poderia citar altruísmo, saber ceder,
saber ouvir e acima de tudo não ter uma alta preocupação com competições. Não,
definitivamente não se deve viver em cima da competição. A competição pode
motivar algumas coisas? Claro! Há quem se organize de uma forma que qualquer
situação seja positiva. Mas os aviso: No geral não é! Um casal que compete deixa
de viver a felicidade plena, deixa de agir como é de verdade (para não ceder e “perder”)
e isso transforma a relação num ambiente desagradável.
Eu deixei de ir à igreja a alguns anos, mas sempre assisto a
vídeos de pregação sobre casamento e tenho uma citação simples e bem agradável
que vi em um desses vídeos. A pregação cite a importância de uma mulher se
casar com um homem adulto e que o mesmo deve prioriza-la. É claro que, diferente
da citação, não irei colocar somente a visão heteronormativa e/ou o peso
somente para cima do homem. Vou inclusive melhorá-la dizendo: “Se case com
alguém maduro que a (o) priorize.” Se não acabamos criando uma relação desigual
onde um se doa e o outro somente suga.
Agora deixo uma reflexão: Você se relacionou amorosamente de
forma saudável hoje ou apenas sugou?
Espero que tenham gostado. Um abraço carinhoso.
